BIOGRAFIA

Da poesia à ficção, um percurso onde a escrita se cruza com a curiosidade pela História, pela cultura e pela experiência humana.


UM PERCURSO ENTRE DIFERENTES ÁREAS

Nuno Miguel Pascoal é escritor português, licenciado em Ciências Sociais e atualmente estudante de História. Ao longo do seu percurso académico e profissional, desenvolveu interesses em diferentes áreas do conhecimento e da experiência humana, que contribuíram para uma visão multidisciplinar presente também na sua relação com a escrita.

A literatura acompanha-o há vários anos, inicialmente através da poesia e, mais tarde, da ficção. A curiosidade pela História, pela memória e pelas histórias humanas acabaria por assumir um lugar cada vez mais relevante no seu universo criativo.

Paralelamente à escrita, desenvolveu um percurso profissional ligado às Forças Armadas, à formação e à Segurança no Trabalho, experiências que lhe proporcionaram contacto com diferentes áreas do conhecimento e da realidade humana. Ao longo dos anos, desenvolveu também trabalhos de investigação, com particular interesse por temas históricos, sociais e culturais.

DA ESCRITA À PUBLICAÇÃO

A escrita esteve presente durante vários anos de forma reservada, acompanhando diferentes momentos e experiências da sua vida. Ao longo de cerca de quinze anos, Nuno Miguel Pascoal escreveu os textos que viriam mais tarde a integrar a sua primeira obra publicada.

Em dezembro de 2025, esse percurso ganhou forma editorial com Poemas sob (de)Pressão, uma antologia poética que reúne textos de diferentes períodos e registos. A obra, prefaciada pela psicóloga clínica e da saúde Patrícia Matos, marcou a passagem de uma escrita mantida durante anos num espaço essencialmente pessoal para a sua partilha pública com os leitores.

A publicação da poesia representou também o início de uma nova etapa: a vontade de explorar outros géneros e construir narrativas de maior fôlego conduziu-o à ficção e a um território onde a História, a imaginação e a fantasia poderiam encontrar-se.

A CHEGADA À FICÇÃO

Em 2026, Nuno Miguel Pascoal publica O Reino Queimado — A História Perdida de D. Pedro e Inês de Castro, pela Oficina da Escrita. O romance assinala a sua estreia na ficção e parte de uma das histórias mais conhecidas da memória portuguesa para imaginar um destino diferente para Pedro e Inês.

Cruzando referências históricas com elementos de fantasia, profecia, mistério e aventura, o romance transforma a conhecida tragédia num exercício de possibilidade narrativa, colocando no centro da história uma pergunta: e se o destino de Inês de Castro pudesse ter sido outro?

A obra foi apresentada publicamente na Feira do Livro de Lisboa, a 31 de maio de 2026, numa sessão no Auditório Norte, com apresentação literária da Professora Anabela Elias. Em agosto do mesmo ano, O Reino Queimado esteve também presente na Feira do Livro do Porto, onde o autor realizou uma sessão de autógrafos e encontro com leitores.

HISTÓRIA COMO CAMINHO

Paralelamente ao percurso literário, Nuno Miguel Pascoal mantém uma relação crescente com o estudo da História. Licenciado em Ciências Sociais, frequenta atualmente uma licenciatura em História, aprofundando um interesse que ultrapassa a investigação necessária à construção das suas narrativas.

Esse contacto com diferentes épocas, acontecimentos e figuras históricas alimenta também a sua escrita, não com o propósito de substituir o rigor da História pela ficção, mas de procurar nos espaços deixados pela memória, pelas lendas e pelas perguntas sem resposta matéria para novas possibilidades narrativas.

A História torna-se, assim, simultaneamente objeto de conhecimento e território de inspiração — um lugar onde o passado pode ser compreendido, interrogado e, através da literatura, imaginado a partir de outros caminhos.

UM PERCURSO EM CONSTRUÇÃO

Depois da poesia e da estreia no romance, Nuno Miguel Pascoal continua a desenvolver novos projetos literários, alargando o seu percurso entre diferentes géneros, lugares e universos narrativos.

A escrita permanece ligada à curiosidade, à descoberta e à procura de histórias capazes de estabelecer pontes entre tempos, lugares e experiências humanas. Seja através da memória histórica, da ficção ou de outras formas de expressão literária, cada nova obra representa a continuação de um percurso que permanece aberto.